quarta-feira, 6 de maio de 2026
quarta-feira, 19 de março de 2014
BODAS DE DIAMANTE de Pedro Libório Leal & Maria Aparecida Leal: uma história de amor e superação
quinta-feira, 12 de abril de 2012
O Alto da Igreja
O Alto da Igreja
Bocaina, não é apenas um ponto geográfico no mapa do Piauí; é o meridiano onde a minha infância fincou raízes e decidiu morar para sempre. Há um recanto bucólico ali, atrás do Adro da Igreja de Nossa Senhora Imaculada Conceição, que o tempo não ousa apagar. Ainda hoje, quando fecho os olhos, sinto o abraço verdejante das árvores que teimam em saudar o céu, sentinelas daquele minúsculo mirante onde vivi os melhores e mais puros folguedos do meu amanhecer. Bocaina é meu berço indelével, o chão sagrado ao qual meu coração pontualmente regressa.
A cada janeiro que desponta, sou empurrado por uma força invisível e terna a visitar esta terra abençoada. Meus passos, outrora apressados pela meninice, agora são lentos, quase rituais. Caminho decifrando a vegetação que margeia as estradas, as encostas e as veredas, como quem lê as linhas da palma da própria mão. É quando me extasio diante da majestosa Caatinga. Há quem a veja seca, mas eu a vejo soberana, dona de uma policromia única que se desdobra na disposição caprichosa das serras, morros e morrotes.
O rio, hoje tênue e agonizante, corre como um fio de memória que teima em não esquecer seu antigo esplendor. Em contrapartida, o Açude Bocaina repousa em águas plácidas e límpidas, espelhando o horizonte. Mais adiante, a capoeira pontua a paisagem e me oferece o panorama completo de um horizonte que me rodeia e encanta. Ora sou testemunha de campos bem cuidados, cheios de pleno viço; ora sou surpreendido pela jitirana em flor — uma hera de floração abundante e lilás que matiza o cenário, contrastando poeticamente com os múltiplos tons de verde.
Enquanto a natureza encena seu espetáculo silencioso, o Adro da Igreja, com sua suave ladeira, testemunha o teatro humano. Quando a aurora rompe o manto da noite e abraça o sol, vejo os filhos da terra caminhando para o labor diário. Homens e mulheres que se movem no arrebol, rostos moldados pela dignidade do trabalho.
Essa é a visão perene que carrego do Alto da Igreja de Bocaina. Campos, árvores e flores que recamam o solo ardente do semiárido. O que mais me comove é o silêncio resignado dessa flora: elas não soltam um gemido de dor, não reclamam do calor que crepita sob o chão. Apenas esperam. Sabem que a cada inverno a promessa da chuva se cumpre e tudo se renova. Essa renovação cíclica e milagrosa é o que nos devolve a paz, a fé e o amor à vida.
Por isso, quando chega o dia dez de abril, o peito aperta e se expande ao mesmo tempo. É a data em que os bocainenses se juntam jubilosos para comemorar a emancipação político-administrativa do município. Neste dia tão auspicioso, cruzo as distâncias e envio o meu mais fraternal abraço aos meus irmãos e conterrâneos. Faço-o com a certeza inabalável de que os anos podem passar, o rio pode silenciar e a poeira pode subir, mas a minha fé permanece intacta. Os laços que me unem a este berço são feitos de amor, apreço e eternidade.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Bocaina e Santo Antônio de Lisboa desfrutam o mesmo “berço embalador da esperança”
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| Foto: Praça Borges, Marinho-Bocaina -PI - Foto: Firmino Libório Leal |
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| Foto: SantoAntônio de Lisboa-PI - Foto: Firmino Libório leal |
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Ascensão do Jaburu em Santo Antônio de Lisboa
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| Foto:Acervo disponível na Web |
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Fagulhas de História da Colonização de Bocaina- PI
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| Foto: Firmino Libório Leal |
Firmino Libório Leal
Jornalista e Escritor
“Em 1696 o patriarca criou em terras da fazenda primitiva, uma Freguesia com capela dedicada a Nossa Senhora da Vitória. Seu território foi desmembrado da Freguesia pernambucana de Cabrobó, jurisdição eclesiástica a que estava então sujeito”.
“Por carta Régia de 30 de junho de 1712, o povoado foi elevado à categoria de Vila, conservando o nome. Criada a Capitania de São José do Piauhy, independente do Maranhão, por carta Régia 29 de julho de 1758, a vila da Mocha foi designada para sede do novo Governo com denominação de Oeiras, em homenagem ao Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo Conde de Oeiras e futuro Marquês de Pombal”.
Em 13 de maio de 1732 aportava na localidade “Boqueirão”, hoje sede do município de Bocaina/PI, o patriarca português Antônio Borges Leal Marinho. Em sua comitiva trouxe sua mulher por nome “Rosa”, um grupo de 60 escravos, várias famílias de agregados, um razoável rebanho de animais, sendo a maioria gado vacum e cavalos. Vieram também em sua companhia os seus irmãos: Albino Borges Leal Marinho, Francisco Borges Leal Marinho e Antônia Borges Leal Marinho. Naquela data marcante Borges Marinho escolheu um escravo de sua confiança para cumprir a missão de verificar a montante do cristalino regato que banhava aquelas paragens. Após percorrer o rio até sua nascente, ao regresso o escravo deu a boa notícia ao seu senhor: a existência de água em abundância e várzeas de terras férteis. Naquele instante o sertanista desbravador bateu com a coronha do seu Bacamarte naquele chão sagrado e bradou: “cheguei à terra prometida, aqui hei de ficar até a morte”.
Borges Marinho após conseguir a concessão de datas (sesmarias), ou seja, a posse das terras ora a serem desbravadas, dividiu-as em várias fazendas e as denominou: Arrodeador, Guaribas, Riachão e Bocaina. Borges Marinho era pessoa muito religiosa, pois vinha de uma família portuguesa com essa tradição, por isso, procurou logo construir uma capela. Assim, após sua chegada deu-se início a construção de um templo religioso, cuja construção demorou vários anos, pois o seu termino deu-se em 1754, ano em que a capela foi sagrada pelo jesuíta João Sampaio, mais precisamente no dia 8 de dezembro daquele ano. Na mesma ocasião ocorreu o batismo de “Rosa” como o nome de Maria da Conceição Borges Leal, em homenagem à santa padroeira a Virgem Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem fora doada pela irmã de Borges Marinho, a Srta. Antônia Borges Leal Marinho, que doou também o sino da capela. Nesta mesma data celebrou-se o casamento do patriarca com “Rosa”, agora Maria da Conceição Borges Leal, pois o mesmo vivia maritalmente com ela há vários anos. Voltemos aos irmãos de Borges Marinho. Antônia Borges Leal Marinho fixou residência na localidade Ipueira e ali instalou uma grande fazenda de gado. Albino Borges Leal Marinho fixou residência no sertão dos Inhamuns, hoje sede do município de Tauá/CE, onde também instalou uma fazenda para criatório de gado vacum. Francisco Borges Leal Marinho fixou sua residência mais ao norte, onde hoje se situa a sede do município de Buriti dos Lopes/PI.
Antônio Borges Leal Marinho deixara em Portugal um irmão menor por nome Gonçalo Borges Leal Marinho e seus pais que eram fidalgos, ou melhor, pertenciam à nobreza portuguesa, fazendo parte da grande família “Borges Leal Marinho”. Uma família de militares, ligada à Coroa e entremeada com os Britto. São pais de Antônio, Albino Francisco, Antônia e Gonçalo: O tenente Coronel da Arma de Cavalaria do Exército Português, João Borges Leal Marinho e Anna de Souza Britto.
O jornalista, e escritor Antônio Bugyja de Souza Britto no seu livro Narrativas Autobiográficas revela: “foi comum a vinda de imigrantes portugueses para São José do Piauhy, logo após seu primeiro governador João Pereira Caldas, a 20 de dezembro de 1759. Assim que assumira a função prestara ao Reino boas informações a respeito da terra, tais como: clima, salubridade, riquezas vegetais e possíveis minerais. De forma que apareceram na Península muitos interessados em se estabelecerem na recém-criada capitania. São José do Piauhy já tinha uma tradição de região apropriada para o criatório de gado e cavalos, pois que um dos sertanistas, Domingos Afonso Mafrense e seu irmão Julião Afonso Serra, bem como alguns membros da Ordem dos jesuítas tinham sido possuidores de imensos rebanhos, provando deste modo, a excelência das pastagens”.
Os relevantes serviços prestados pelo patriarca João Borges Leal Marinho ao Exército português, veio culminar com a sua aposentadoria, além de ter auferido a concessão de terras (sesmarias) como gratidão pela lealdade dedicada ao Rei. A saudade dos filhos, juntamente com as boas referências da região que chegava do além-mar, fez com que João ou coronel Borges Marinho como era conhecido, sua mulher Anna e o seu filho Gonçalo migrassem para o Brasil. Chegaram ao litoral baiano. Da Bahia ao sertão piauiense o trajeto foi feito a cavalo. Chegaram em Oeiras em fins de 1760, portanto 6 anos após a sagração da capela de Bocaina construída por Antônio Borges Leal Marinho e sagrada pelo jesuíta João Sampaio. O coronel João Borges Leal Marinho encontrou-se com seus filhos; Antônio, Albino, Francisco e Antônia, que anos antes vieram para o Brasil. De Oeiras a Patrocínio (Hoje Pio IX), a área somava aproximadamente trezentos quilômetros, cerca de cinquenta léguas e tudo pertencia à família Borges Marinho. Num cálculo pessimista, nos dias de hoje, a quantidade de terra orçava por mais de cem mil hectares.
Gonçalo, agora rapagão, assumiu a fazenda Curralinho (Hoje sede do município de Picos/PI) e casou-se com Antônia Maria de Souza. Os anos se passaram e veio o desaparecimento do Cel. Marinho e esposa, bem como o de Antônio e esposa. Da mesma forma de Gonçalo e sua mulher Antônia Maria de Souza, passando a Fazenda Curralinho pertencer ao sobrinho da família, Félix Borges Leal, homem provido de raro senso administrativo. Aumentou significativamente a propriedade, com ampliação nos negócios de criação de gado e compra e venda de tropas de animais de sela e carga. Tanto que surgiu nos arredores da sede da fazenda uma Ermida construída sob seus auspícios, (hoje Capela Sagrado Coração e Jesus) e uma vila com satisfatório casario, (antiga Rua Velha). Surgia então, a pujante, próspera e altaneira, Picos. Fato que, Félix Borges Leal é merecidamente considerado por muitos, fundador da cidade. Então, Picos nasceu a partir de Bocaina.
O insigne literato e eminente professor, escritor e historiador Fonseca Neto em notável artigo jornalístico relata: “na perspectiva de longo prazo, a ocupação e adensamento da povoação principal da Bocaina se dá mesmo com a fixação de Borges Marinho e seus agregados a partir da ereção da capela do lugar, a quem o fundador doou significado patrimônio territorial. Nos anos seguintes desde 1754, a povoação da Bocaina, então sob a jurisdição civil e eclesiástica de Oeiras, é a que mais prosperará em todo vale do Guaribas, sendo mesma a principal referência da vida social da sub-região. Mas uma outra fazenda de gado do dito vale, cresce muito nos anos que se avizinham aos meados do século XIX: é a fazenda Curralinho, que em 1851 se tornava à cabeça da Freguesia e em 1855 em município, com a designação de Picos. O novo município prosperava, absorvendo as energias e forças vitais da mesoregião e, assim, induzindo a já então secular povoação da Bocaina a relativo declínio. Desaparecido o fundador de Bocaina, consta que um filho seu, Raimundo de Souza Britto, continuou como referência nos negócios da família”.
Crônica publicada no Jornal de Picos,
Jornal Folha de Picos e no livro Antologia Upeana. Obra publicada pela União Picoense de Escritores em fevereiro de 2005.
domingo, 26 de julho de 2009
Raimundo de Souza Britto
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| Foto: Acervo disponível na Web |
Crônica
*Firmino Liborio Leal
Raimundo de Souza Britto nasceu no ano de 1780, na fazenda Canabrava, data Bocaina então município de Oeiras, capital da capitania de São José do Piauhy. Era filho de Antônio Borges Leal Marinho e Maria da Conceição Borges Leal (Rosa). Filho único, Raimundo casou-se com sua prima legitima, Narciza Borges Leal Britto. Deste casamento tiveram quatorze filhos, sendo dez homens e quatro mulheres, os homens: Pedro de Souza Britto, Januário de Souza Britto, Joaquim Reinaldo de Souza Britto, José Cipriano de Souza Britto, Francisco Raimundo de Souza Britto, Manoel de Souza Britto, Vicente de Souza Britto, Janjão de Souza Britto. Ezequiel de Souza Britto, Antônio Francisco de Souza Britto, as mulheres: Mariana Leal Britto, Anna Josefa Leal Britto, Josefa Anna Leal Britto e Maria Francisca Leal Britto.
Raimundo de Souza Britto também teve três filhos de outro matrimônio com uma mulher por nome Maria Joaquina da Conceição. Os filhos: Benedito de Souza Britto, (que foi pai do advogado e poeta Pedro de Souza Britto e avô do escritor Antônio Bugyja de Souza Britto) Raimundo de Souza Britto Filho e Antônio de Souza Britto.
Maria Joaquina da Conceição era filha de uma mulher por nome: Simphorosa Maria do Carmo, que atendia pela alcunha de “Mariquinha Simphorosa”. Maria Joaquina da Conceição vivia na então capital da província do Piauí, a poética, histórica e inspiradora Oeiras, situada às margens do riacho da Mocha. Dali e de Bocaina se expandiu a grande família “Souza Britto”, descrita de maneira extraordinária e com excepcional riqueza de detalhes pelo insigne literato, meu parente, Antônio Bugyja de Souza Britto na sua obra de rara beleza publicada em 1977.
Vejamos a dissertação de Bugyja Britto sobre essa figura lendária; filho e sucessor de Borges Marinho. “Raimundo de Souza Britto, foi um percursor do pioneirismo da família na criação de gado, eis que desbravou terras, fundou fazendas, fez benfeitorias agrícolas e a exemplo dos seus antepassados até contribuiu para que viessem de Portugal outros elementos que migraram posteriormente com suas famílias, é desse tempo, ou melhor, dessa migração que vieram os Nunes, os Portela, Gomes Caminha e Fonte. Raymundo continuou a obra pioneiríssima encetada pelos seus ascendentes, deu um aumento substancial na produção de gadaria. Ele centralizou as propriedades na data Bocaina (havia outras datas como: Sussuapara, Arrodeador, Riachão, Curralinho etc.), fundou uma fazenda que, para o tempo, se tornou modelar, basta saber-se que construí, além da casa de residência, galpões, currais e cercados de pedras, paios, armazéns, fez melhorias numa ermida e no cemitério que hoje é a histórica igreja da Bocaina e o cemitério velho. A maior parte das terras passou a fazer parte de Picos, quando se criou este município em 1890, desmembrando-se do município de Oeiras, atualmente em virtude de posteriores divisões municipais, as mesmas terras começaram a fazer parte, além do município de Picos, dos municípios de Bocaina, Santo Antônio de Lisboa, Francisco Santos, São João da Canabrava, São Luiz do Piauí, São José, Dom Expedito Lopes, Ipiranga, Pio IX; etc”.
“Todavia, Raimundo de Souza Britto tem outro título, além de criador progressista, na sua vida sertaneja: é o de patriota extremado, pois contribui denodamente com largos haveres para as lutas da independência. Às suas custas armou homens que eram, na maioria, seus empregados e parentes, forneceu animais de sela e de carga, e ainda armamento que mandou comprar na Bahia, sigilosamente. È certo que ele era amigo e compadre de Manoel de Souza Martins, depois Visconde da Parnaíba e governador da província, e um dos “leaders” da campanha emancipacionista no Piauí, mas nem por isso Raimundo desmerece exaltação pública, mesmo no caso de agir por inspiração de seu chefe, amigo e compadre, o referido Visconde da Parnaíba”.
“Raimundo de Souza Britto, segundo crônica local, veio a possuir nas décadas de 1815 a 1835, um rebanho avaliado em 15 mil cabeças de gado vacum. Ele tornou-se pessoa conhecida e estimada pela sociedade local, dada a sua ação de caráter cívico e ainda, possivelmente, pela sua posição decorrente de um grande patrimônio em bens materiais”.
“No volume 1 da publicação oficial – As juntas governamentais e a independência, que o Conselho Federal de Cultura mandou imprimir em 1973 sob os auspícios do Ministério da Justiça e orientada pelo Arquivo Nacional, vamos encontrá-lo ao lado de outras pessoas gradas, assinando uma ata de caráter importante (a que se refere ao juramento que prestou, em Oeiras, à constituição do Império do Brasil no dia 17 de julho de 1824)”.
Raimundo de Souza Britto faleceu em 1842, tinha 62 anos de idade. Deixou uma grande descendência de 17 rebentos vivos.
O insigne literato Antônio Bugyja de Souza Britto em seu livro “Narrativas Autobiográficas” afirma que Raimundo de Souza Britto, seria filho de Gonçalo Borges Leal Marinho e Antônia Maria de Souza. É difícil combater o empirismo de um seleto grupo de historiadores autodidatas da Bocaina, que afirmam que Raimundo de Souza Britto é filho de Antônio Borges Leal Marinho fundador da Bocaina e Maria da Conceição Borges Leal. É mister relatar que dentro de um raciocínio lógico, razoável e possível, Raimundo seja filho de Antônio Borges Leal Marinho e Maria da Conceição Borges Leal, pois a fazenda Canabrava onde ele nasceu dista 6 léguas de onde Gonçalo e Antônia moravam, ou seja, outra fazenda da família, “Curralinho” hoje sede do município de Picos, e a fazenda Canabrava pertencia a data Bocaina, administrada por Antônio Borges Leal Marinho, eis aí mais um fato merecedor de nossa observação. O próprio Bugyja Britto no seu livro descreve: “Naquele tempo, não havia, no Brasil Colônia, registro civil, nem mesmo na monarquia, os registros das pessoas eram feitos apenas pela igreja católica em livro próprio (batistério), pois a igreja era vinculada ao estado português. Somente com o advento do decreto n º 181 de 24 de janeiro de 1890, portanto já no Brasil república, é que veio existir o registro civil, posteriormente confirmado pelo código civil vigente desde 1º de janeiro de 1917”.Questões à parte acho que estes fatos não denigrem e nem depreciam a essência da saga dos acontecimentos narrados. A propósito; quando escrevi esse arremedo de crônica, em 10 de janeiro de 2004, o descendente mais próximo de Borges Marinho que ainda vivia, era o senhor Urbano Leal de Souza Britto, figura centenária, historiador autodidata, residia na Fazenda “Malhada, município de Bocaina-Pi. Urbano faleceu em novembro de 2006.
Crônica publicada no Jornal de Picos,
Jornal Folha de Picos e no livro Antologia Upeana. Obra publicada pela União Picoense de Escritores em fevereiro de 2005.








